quarta-feira, 23 de março de 2011

Paraty e Neruda




Guarda na palma da mão meu beijo breve
(aquele verso de Neruda sobre um bosque chileno)
Uma tarde de chuva, cabelo na testa
Uma poça d’água entre as pedras da rua
A barra da calça carregada de areia
Batom misturado com sorvete de nata
O sal do beijo
Um lírio
Uma candeia iluminando a porta da direita
O bar no fim do porto amanhecido
Esquinas, cafés, fantasias do cotidiano
Guarda no fundo do teu peito a nossa história e essas lembranças
Acreditas que fora do peito resistirão a todos os verões
Dos meus e dos teus caminhos?

(Suzana)

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